Lembranças do Acre: Vivendo o sonho de trabalhar na Gamecon

Criador de conteúdo do Espírito Santo relata experiência como integrante da Agência Collab

Por Antonio Freire, da Agência Collab

Eu sou o Antonio Freire, ou “Antonio Joga”, criador de conteúdo na área de games e tecnologia. Tenho o meu canal na Twitch há quatro anos e faço conteúdo de unboxing e review de produtos gamers no Instagram e YouTube há três anos. Hoje vou contar uma experiência recente muito legal, que foi a minha ida ao Acre para trabalhar no evento Gamecon.

Tudo começou com o Marcelo, da Mito Games, e o Fabiano, da Punk Crush. Eles são desenvolvedores de jogos do Espírito Santo e receberam em algum grupo uma mensagem falando sobre o workshop “Do Conteúdo ao Jornalismo” que a Gamecon estava oferecendo. Ao final do workshop, eles iriam escolher seis criadores de vários locais do Brasil para fazer a cobertura do evento, formando a “Agência Collab”.

Na hora eu pensei: “Vou entrar no workshop”. Se eu não fosse escolhido, pelo menos iria conhecer criadores de conteúdo e mentores legais. Eu me inscrevi. Chegando no primeiro dia, entramos em uma call com pouco mais de 20 pessoas. E foi super curioso, porque a maioria era jornalista. Os mentores também são jornalistas, escritores de portais famosos.

“Durante o workshop, eu pensei: ‘Todo mundo aqui já se conhece, será que vou ser escolhido?’ Se eles quisessem algo diferente, eu poderia ter a chance”

Quando vi que todo mundo meio que se conhecia, pensei: “Caramba, será que vou ser escolhido?” Meu quarto estava mais para o lado gamer, lotado de luzes RGB, e a galera toda em suas webcams mostrando mais seriedade”. Por outro lado, também pensei: “Só tem eu e mais uma menina ali que parece ser mais criadores de conteúdo do que jornalistas”. Ou seja, se eles quisessem algo diferente, eu poderia ter a chance. Foi com esse pensamento que continuei no workshop. E tivemos algumas tarefas para fazer.

A primeira foi desenvolver um vídeo ou texto com alguma notícia recente. Nessa, fiz um vídeo sobre a BGS, que estava completando 15 anos. A segunda tarefa foi fazer uma entrevista com alguém que estivesse envolvido com games. Minha ideia foi falar com um nutrólogo para questionar sobre alimentação para quem joga, melhoria de rendimento para atletas de eSports… Foi uma entrevista bem legal, e pelo visto, eles gostaram.

Depois dessas mentorias, eu viajei para São Paulo para cobrir a BGS. O resultado da seleção para o workshop saiu enquanto eu estava no evento, o que me deixou feliz demais. Recebi um e-mail na hora do almoço dizendo que eu havia sido escolhido. Fiz surpresa para minha esposa, a Carol, com um vídeo durante a BGS contando que fui escolhido.

Antonio, durante entrevista com o influenciador Phoenix, na Gamecon Acre 2024 (Divulgação/Gamecon)

Deu tudo certo

A Gamecon ofereceu tudo pra gente, desde passagem e hospedagem até remuneração pelo trabalho. Então todos os custos seriam cobertos e eu ainda iria receber por isso? Preparei a bagagem, os equipamentos de criação de conteúdo e saí do Espírito Santo para voar até Rio Branco, a capital do Acre. A viagem tinha tudo para ser inesquecível.

No primeiro dia não teve evento, então podíamos descansar ou conhecer a cidade de Rio Branco, oportunidade que não dava para desperdiçar. Fomos ao Museu do Povo, onde conhecemos alguns nomes importantes que nasceram no Acre, como o político Enéas Carneiro e o músico e compositor João Donato, que eu já conhecia graças ao Marcelo D2 e outras bandas nacionais.

O evento foi dividido em três dias. O primeiro já foi muito legal, porque aprendi muitas coisas. Fui escalado para participar de umas entrevistas mais sérias, algo que eu nunca tinha feito. Achei o resultado bem legal. Os mentores gostaram e a galera que estava lá me apoiou, dizendo que o trabalho estava ficando realmente bom. Isso me animou e fez com que a qualidade do conteúdo melhorasse a cada dia.

Como falei antes, além de mim, a Agência Collab foi formada por mais cinco criadores: o Akira Yoshiga e a Maria Fernanda Farias, que são do Acre; a Ana Lins, de Curitiba; a Nathalia Andrade, do Mato Grosso do Sul; e a Regina Soares, do Ceará.

Os mentores foram super legais com a gente. Um deles é o Pablo Miyazawa, que já escreveu para vários portais legais e tem uma história importantíssima com a Nintendo aqui no Brasil. O outro é o Marcelo Gimenes Vieira, que é o fundador e editor-chefe do The Gaming Era, um portal que traz notícias de games e negócios. Eles foram como pais pra gente, ajudaram em várias coisas e até hoje mantemos contato. Tenho certeza de que a gente vai trabalhar mais junto, e por muito tempo.

A equipe da Agência Collab trabalhou ao lado dos mentores na Gamecon Acre (Divulgação/Gamecon)

Outra coisa que me deixou contente foi conhecer o Theo Azevedo, CEO da Theogames, uma agência que faz a ponte entre marcas e desenvolvedoras gringas com o Brasil. Eu já tinha relação com eles há mais ou menos um ano, pois costumo receber jogos antecipados da Bandai, Capcom, Sega, entre outros.

Voltando a falar do evento: a estrutura da Gamecon foi sensacional. Todo mundo que passou por lá elogiou. Teve várias atrações legais, como mostra competitiva de jogos, campeonatos, cosplays e palestras incríveis com pessoas incríveis. Não posso esquecer de citar a Ana Paula Rocha, que é a CEO da Gamecon, a Nanny Santana e a Vânia Praia, da equipe de comunicação, além do Pedro Martins, que ajudou bastante nas mídias sociais. Eles nos deram tanta atenção que permitiram que a gente trabalhasse mais feliz. E depois do segundo dia de evento, todos se reuniram para celebrar o ótimo trabalho em um bar local com samba ao vivo.

A melhor parte de tudo é que a Gamecon tem grandes chances de acontecer no Espírito Santo em breve. Isso me deixa muito feliz, porque mostra que grandes eventos de games podem acontecer no estado onde nasci. Tenho certeza de que aqui é um local muito legal para esse tipo de investimento, porque estamos próximos a grandes estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais.

Então, por que esses eventos nunca passaram por aqui antes? Será que em 2025 isso finalmente vai acontecer? Existe muito potencial gamer em nosso Estado e tenho certeza de que a Gamecon pode ajudar a provar isso. Que venha a Gamecon Espiríto Santo!